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Morre o velho, nasce o novo

Li este livro de uma sentada só. Confesso que a parte que mais gostei foi a da Irlanda, o ‘beber’ foi hilariante. O ‘jogar’ francamente não seduz, e o ‘coiso’ na Tailândia, no final das contas virou mesmo ‘amar’, e disso já o outro livro falava.

Mas fiquei imaginando o que faria se pudesse tirar assim um ano da minha vida e viajar pelo mundo…essas coisas acontecem assim com a gente quando vai chegando o fim de ano, começamos a pensar aonde gostaríamos de ir nos próximos… A primeira conclusão que cheguei é a de que 1 ano fora a viajar é demais. Primeiro porque 4 meses em cada país é um frete, como se diz por aqui. Ao fim de um mês já teria conhecido o que havia para conhecer, e os outros 3 ia levar uma vida que poderia levar em qualquer  outro lado. Então ao invés de um ano, já teria reduzido a minha jornada a 3 meses. E o que faria? O ‘beber’ seduz-me consideravelmente, e sendo adepta incondicional de vinho, teria de escolher entre 2 regiões: Califórnia e Toscana. O melhor é não escolher nenhuma delas, e fazer 15 dias em cada uma. Muitos vão dizer ‘mas porque Califórnia, com tanto lugar no mundo com vinho melhor…’ Na verdade fui influenciada pelo filme ‘Sideways’ que assisti assim de surpresa no avião. A maneira como ele descreve o vinho é verdadeira poesia. Deu vontade, pronto. Entrou nos planos.  A toscana já tem a ver com outro filme, ‘Cartas para Julieta’, que eu obriguei a Luisa a ver comigo e resisti bravamente ao pranto, com lágrimas contidas nos olhos. Não há como resistir a histórias de amor que persistem à passagem de 50 anos do nosso tempo!  E daí, ficou como roteiro vinícola também.

Continuando, o meu 2º mês seria em terras de sua majestade, a Rainha da Inglaterra. E tudo porque tenho uma vontade louca de fazer o roteiro de Jane Austen, ou seja, percorrer os ‘shire’ que ela tanto descreve nos seus livros. Days of pure Jane Austen indulgenceVocês acham que é minha imaginação? Pura verdade, verifiquem aí o site. Percorrer lugares onde decorreram romances como ‘Sense and Sensibilitiy’ e ‘Pride and Prejudice’… Este está na minha lista do ‘não-posso-morrer-de-jeito-nenhum-antes-de-fazer’. Vou chamar esta etapa de ‘romancear’. É verbo inventado sim, mas é o que melhor se aplica naquilo que se faz num tour destes.

Aí o terceiro é mais complicado…talvez 3 meses nem fossem demais. Tem a ver com um desejo muuuito antigo de ir a África. Mas não é para visitar lugares bonitos ou fazer safaris fotográficos, o que eu tenho vontade mesmo é de ir aos lugares mais perdidos, aqueles que pouca gente põe lá os pés, e viver o dia a dia com as pessoas que lá estão. Talvez seja meio pueril, a princípio eu achar que posso contribuir de alguma forma para quem já vive lá há milhares de anos, mas acho que a minha viagem é mais egoísta do que isso, eu acho que poderia aprender algo ali que não aprenderia em mais lugar algum do mundo. Já dei o primeiro passo…sou madrinha de uma escola que fica em São Pedro de Manhunha, em Moçambique. Fiz tudo através da helpo. Recebo fotografia da turma e evolução dos seus progressos como recompensa. Um dia quero ir visitá-los pessoalmente. Acho que posso chamar essa parte, sem dúvida, de ‘partilhar’. E como partilhar é muito bom, aceitam-se candidatos para tão bravas jornadas…

Sejam quais forem os vossos desejos, que tenham um 2011 cheio de realizações!

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